Mais do que a equipe de ZH, editores, redação, conselho de blogueiros etc., quem dá vida ao Blog do ZH Moinhos são os leitores e, principalmente, os comentaristas. Eu, particularmente, além de gostar de ler os posts, me divirto lendo os comentários. Os comentaristas acabam criando novas histórias, como a do dono da bicicleta vermelha, por exemplo. Alguém conhece o dono da bicicleta vermelha? "Pessoal, sou taxista ali do ponto. Na verdade esta bicicleta está ali como peça decorativa, colocada pela associação de comerciantes do bairro. Nós cuidamos durante o dia e a noite ela é recolhida para evitar a 'subtração do bem' por meio de gatunos." Abílio Três dias após a publicação do post, foi desvendado o mistério da bicicleta, e não se tratava de nenhum lance comercial ou peça decorativa, era apenas a bicicleta do Paulo Ricardo Correa, que a usa como meio de transporte. Os comentaristas dão informações: "Na esquina da Florêncio Ygartua com a Mostardeiro também tem essa placa. Porém, nela diz 'Moinhos de vento - A Laranja da Brahma'" Santiago Sosa Gonzáles Trazem os mais diversos questionamentos: "Você sabe me dizer onde eu posso fazer a transferência de meu título para cá para o meu novo bairro, pois eu não sei onde fica o cartório dessa zona... Um abraço e obrigado" Neusa Teixeira Sanco Filosofam. " Só seremos melhores quando deixarmos de ver 'ambas as partes' e compreendermos que somos uma 'única parte', diferentes na forma, mas iguais no conteúdo. Pra mim, o Serjão é tão diferente - e tão humano - quanto o mauricinho que passa pela mesma calçada, indo gastar no shopping." Dino Fazem poesias. [...] Sorrir é um alento, um afago, um oi, um aceno mostrando que mesmo num dia ruim, onde as pessoas cruzam apressadas as avenidas, que o máximo que se consegue é um bom dia obrigatório sem olhar nos seus olhos, você se depara com o brilho de um sorriso largo que preenche os espaços criados pelo vazio desses tempos modernos. Sorrir com vontade, como se um estranho não fosse apenas um estranho [...] E você só precisa sorrir. Aprenda. Glacinara é uma dessas pessoas raras." Renato Albasini Tem os bem-humorados: "Olá. Sobre os serviços, não utilizei nenhum destes. Mas que Jesus é que resolve todos eles isso eu concordo! Hahaha. Bom final de semana, e parabéns pela matéria, muito legal!" Fernanda Corrêa Aqueles que sempre têm uma história interessante pra contar: "Era aquela velha urna de saco. Minha primeira eleição como mesária foi emocionante, principalmente quando uma senhora colocou na urna a lista de compras do supermercado e ficou com o voto de papel na mão. Sobrou para todo mundo e queriam impugnar a urna. Hehe." Maria Ângela Camini Tem os "sádicos", como o Manezinho de Floripa ao comentar o Happy Horário de Verão no Moinhos: "Pra quem não tem praia, tá mais que bom!!!" Os críticos nada construtivos: "Que foto medonha! Ainda bem q ninguém acessa este blog. Cai por aqui de puro azar. Adeus para sempre!!!!" Cássia Sei que há alguns comentários que de tão ofensivos acabam não indo pro ar. Mas há também os incentivadores: "Essas matérias são melhores de ler do que política, economia e qualquer outra dessas coisas que passam tão longe dos seres ainda humanos." Everton Maciel E aquele comentarista que atende ao teu pedido de entrar no blog para comentar? "Eu conheço a Úrsula, faço academia com ela... Mó querida... Att. Leleco, do finado Cejur" Leandro Buchmann Há a discussão profunda entre os comentaristas: "Sra. Helena (comentário das 23h34min): os filhotes não têm mais nem menos importância e fome do que a menina a que se referiu. São, simplesmente, seres iguais, da mesma forma fragilizados. Pense nisso." Joana "Sra. Helena, por que então a senhora não comprou as balas da tal menina? Ou melhor ainda, por que não adotou a tal menina? Os pais dessa menina podiam ter evitado que ela nascesse, a cachorra não tinha como optar." Violeta Os saudosos: "Quase sem querer cheguei neste blog... E viajei muitos anos, fiquei saudoso." Aristides Flores Há também aqueles comentários que são do próprio "personagem" do post: "Queria agradecer a oportunidade de poder participar deste maravilhoso post." Mariano "Valeu pelos comentários, gente! Acho que querer vencer já é um grande passo... Mas o maior passo é FAZER mesmo!! Obrigado a todos!! Valeu, Úrsula! Sintetizaste muito bem o que conversamos!!" Germano "Bom... Eu sou o gordinho da foto, hoje claro mais magro (300g). Hehehe... Gostaria de agradecer muito a quem teve a sensibilidade de acrescentar algo a esta matéria e aproveitar para desejar uma boa semana a todos!" Fernando E a lista não pára por aí. Há, ainda, os "quase" comentaristas, esses são a maior parte dos leitores. Pensam em escrever algo, mas acabam não enviando seu comentário, o que é uma pena. Bom, como o espaço é limitado, e todos os comentários que citei e que ainda queria transcrever estão no blog, vou encerrando por aqui, mas algumas coisas ainda precisam ser ditas: Muito obrigada, continuem comentando e adicionem este site aos "Favoritos".
No ZH Moinhos que chega hoje às bancas, o leitor vai saber como estão a Praça Júlio de Castilhos e o Jardim Hidráulica Guaibense, também conhecido com Jardim do Dmae. O caderno está testando todas as áreas verdes da região, por causa do aumento da temperatura na primavera e a proximidade do verão.
Também há um texto de Jana Pfau de Carvalho, contando histórias de famílias que moravam na Rua Gonçalo de Carvalho, e um relato de Renato Masina, falando sobre as diversões de outras décadas no Moinhos de Vento e no Floresta.
Para completar, o ZH Moinhos mostra a situação da casa noturna República de Madras, localizada no Shopping Total, motivo de reclamação para parte dos moradores de ruas próximas. E não esqueça, faltam poucos dias para terminar a promoção de Natal do ZH Moinhos, aproveite e participe.
O passado ainda está presente na arquitetura do Moinhos de Vento. As ruas do bairro estão repletas de construções que remetem a tempos de outrora, seja em pequenos detalhes ou em casarões que ainda sobrevivem em meio aos modernos edifícios. Algumas dessas casas foram transformadas em lojas, restaurantes, escola de idiomas e até agência bancária. Enquanto eu fotografava, percebi que não era a única a observar esses traços. Um homem passou por mim rapidinho e comentou:
- São lindas essas casas, não?!





A Rua Vinte e Quatro de Outubro é muito extensa, o que nos faz viver vários momentos e várias situações diferentes numa mesma via. Ela passa por três bairros: Auxiliadora, Moinhos de Vento e Independência.
Numa semana, saiu no caderno ZH Moinhos uma reportagem sobre os taxistas que fazem barulho e não respeitam as regras de uma boa vizinhança. Fui até o local (entre as Ruas Nova York e Mariland, bairro Auxiliadora) e de fato se constata que é muita barulheira mesmo.
Porém, andando mais um pouco pela mesma 24 de Outubro, chegaremos à esquina da Hilário Ribeiro, agora no bairro Moinhos de Vento.
No ponto de Táxi “24 de Outubro”, a vizinhança só tem elogios. Esse ponto existe há 29 anos e, antes de ser na 24 de Outubro, era na Florêncio Ygartua. Seu Odilon foi um dos fundadores, e o grupo se tornou uma família, atendendo às famílias do bairro, onde muitos se conhecem pelo nome.
Cedinho pela manhã, quando o dia começa a se movimentar, eles chegam, varrem o ponto, limpam o local onde trabalham e pegam seus paninhos para lustrar os carros. As histórias que eles têm para contar são muitas e algumas hilárias.
São profissionais competentes de muito respeito e confiança. Logo, podemos dizer que a 24 de Outubro tem um trecho com taxistas que estabelecem uma boa vizinhança com os moradores.
E como será o ponto de táxi da Praça Júlio de Castilhos? Esse pertence ao bairro Independência, motivo para outro post.
Parabéns aos profissionais de Táxi do Ponto 24 de Outubro/Hilário Ribeiro e parabéns para os moradores que usufruem um serviço de alto gabarito e respeito mútuo.

Estava dando uma volta pelo Parcão ontem pela manhã, quando me deparei com dois eventos.
O primeiro me chamou atenção pela quantidade de crianças que circulavam com muita alegria pelos brinquedos do parque. Todas estavam com a mesma roupa, branca com azul, o que me fez pensar em algum evento relacionado com o dia mundial diabetes, que foi sexta-feira.
Chegando mais perto das tendas, pude ver que se tratava de um evento realizado pela ONG Instituto Seashepherd, que, voluntariamente, leva crianças carentes residentes na Ilha dos Marinheiros a fazer atividades. A alegria das crianças era notória. Parabéns ao pessoal pela iniciativa.
Outro evento que reuniu muitas pessoas foi a caminhada da APAE. O evento acontece uma vez por ano, e os simpatizantes puderam contar com a ajuda de um carro de som ao longo do percurso. Lindo exemplo a ser prestigiado por todos nós.
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Moradores da Capital nas regiões de cobertura dos cadernos de bairros de ZH de seis a 11 anos poderão ter um Natal especial. Zero Hora e a Aldeia do Papai Noel, em Gramado, promovem o concurso Um Natal Inesquecível para o Meu Bairro. Para concorrer a um passeio de dois dias com dois acompanhantes a Gramado, com visitas ao parque e à Aldeia do Papai Noel, os leitores devem enviar um desenho e uma frase sobre o tema Um Natal Inesquecível Para o Meu Bairro. Quem fizer o material mais criativo, imaginando como seria um Natal bem legal em seu bairro, ganhará a viagem, e terá seu desenho e frase publicados nos cadernos. Veja aqui o regulamento completo Como participar O que enviar: um desenho colorido em folha A4 branca e uma frase sobre o tema Um Natal Inesquecível para o Meu Bairro, com seu nome completo e de seus pais, idade, endereço e telefone. As cartas devem ser enviadas para o endereço Av. Ipiranga, 1.075/4º andar, CEP 90169-900, Porto Alegre, com a especificação do bairro e Concurso Natal Inesquecível Até quando: 30 de novembro Os cadernos que fazem parte do concurso e seus e-mails: ZH Moinhos (Moinhos de Vento, Auxiliadora, Floresta, Rio Branco e Independência): moinhos@zerohora.com.br ZH Centro (Centro e Cidade Baixa): centro@zerohora.com.br ou carta ZH Petrópolis (Petrópolis, Santa Cecília e Jardim Botânico): petropolis@zerohora.com.br ZH Menino Deus (Menino Deus, Praia de Belas e Azenha: meninodeus@zerohora.com.br ZH Lindóia (Jardim Lindóia, Passo D'Areia e Cristo Redentor): lindoia@zerohora.com.br ZH Bom Fim (Bom Fim, Santana, Farroupilha, Santa Cecília e Rio Branco): bomfim@zerohora.com.br ZH Bela Vista (Bela Vista, Boa Vista, Mont'Serrat e Três Figueiras): belavista@zerohora.com.br ZH Zona Sul (Camaquã, Cristal, Cavalhada, Ipanema, Tristeza, Vila Assunção, Vila Conceição e Sétimo Céu): zonasul@zerohora.com.br
Gritos, desespero, gemidos... O que é isso? Um carro todo amassado na esquina. Um acidente?! Não, havia uma faixa pendurada avisando que era um simulado. Tratava-se de uma etapa do Curso de Socorro de Primeira Resposta, organizado pela Cruz Vermelha Brasileira, na esquina da Fernandes Vieira com a Avenida Independência. É uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que sobrevive de doações, trabalhos voluntários, e dos valores recebidos pelos cursos para a manutenção da casa e realização do seu serviço humanitário. Tem como missão na paz "melhorar a vida das pessoas vulneráveis, mobilizando o poder da humanidade para prevenir e aliviar o sofrimento humano, proteger a vida e a saúde, garantir o respeito humano e contribuir para a manutenção e promoção da Paz no mundo". Maiores informações podem ser obtidas no site www.cruzvermelha-rs.org.br Veneza Schindler e Débora Andresa da Silva são voluntárias que participam ativamente na Cruz Vermelha, assim como os demais ministrantes do curso. Mesmo abaixo de chuva, estavam todos lá, avaliando os alunos, promovendo a generosidade e ensinando os melhores recursos na busca de um índice maior de vidas humanas a serem salvas. Ao tirar as fotos e presenciar alguns minutos daquela encenação, além de me comover, verifiquei a importância de se ter pessoas com algum conhecimento técnico e com controle emocional, a fim de poderem auxiliar a vítima que está ali desesperada entre a vida e a morte. Que possamos todos, antes de entrar em nossos veículos, termos a consciência da necessidade de dirigirmos adequadamente, dentro das regras de segurança, com respeito humano e paz, para chegarmos em nossos destinos sãos e salvos.
Conversando com a voluntária e psicóloga Veneza Schindler (à direita, na foto), ela me explicou que esse curso é realizado quatro vezes ao ano. É voltado para todas as pessoas, sendo que a maior parte dos interessados já trabalha nas áreas ligadas à saúde e segurança. Disse que a Cruz Vermelha Brasileira, com filial em Porto Alegre na Independência, n° 993, tem como objetivos proteger a vida, prestando auxílio em catástrofes, desastres, calamidades, além de abrigar grupos de ajuda, tais como alcoólicos anônimos, estimular grupos de doadores de sangue, propiciar o serviço de busca e paradeiro de desconhecidos, entre vários outros projetos.

Era uma bela manhã de domingo de outubro. Acordei cedo (como sempre) e resolvi dar uma caprichada na limpeza do carro. Lembrei da lavagem que tem na esquina da Rua Eldoro Berlink e da Rua Silva Jardim.
Cheguei, larguei meu carro ao cuidados dos guris e fui ler algumas revistas e jornais. Peguei meu carro e fui embora, tendo uma boa impressão dos serviços realizados, até porque era a primeria vez que estava indo lá.
Quando cheguei na garagem em casa, me dei conta que não estava com a minha carteirinha, onde levo os documentos em caso de uma saída rápida, como foi o caso. E agora? Tudo o que não poderia ocorrer naquele momento era isso, pois tinha acabado de vender meu carro e estava indo buscar um novo em Florianópolis naquela semana.
Quando cheguei em casa, meu filho estava atendendo uma ligação na vizinha. O gerente do posto de lavagem não achou meu telefone na lista e acabou ligando pra vizinha pra avisar. Naquele exato momento eu estava ligando pra eles, para ver se não tinha ficado por lá.
Para minha sorte e pela honestidade dos guris, recuperei minha carteira de motorista, cartão de banco, dinheiro e documento do carro. Tudo estava guardadinho dentro da carteria, do mesmo jeito que eu havia deixado.
Aos meus amigos Giovani Prates Ferreira e Eduardo Alexandre Nunes Fialho, o meu muito obrigada!
No ZH Moinhos que circula hoje, o leitor vai conhecer a distribuição das lixeiras instaladas pela prefeitura, neste ano, por 35 ruas da região. Repetimos o trajeto de um teste foi feito um ano atrás, quando apenas quatro lixeiras foram encontradas.
Também há e-mails enviados por moradores dos bairros, a história de uma turma de anchietanos que se encontra no Café 77, na Dona Laura, desde 1997, e três casos de cortes de árvores que preocupam a comunidade em diferentes vias.
Para completar, uma receita do 72 New York Pub e o perfil da professora e pesquisadora Zilá Bernd. Moradora do bairro Independência, ela concorre aos prêmios Fato Literário e Açorianos de Literatura deste ano.
A placa que homenageia Maria Dinorah Luz do Prado, poetisa e escritora que emprestou o nome à biblioteca localizada no moinho do Parcão, foi descerrada nesta tarde.
Mais de trinta estudantes da Escola Uruguai, além de representantes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) e amigos de Maria Dinorah, participaram do evento, junto à biblioteca ecológica do Parque Moinhos de Vento.
As crianças declamaram poesias da escritora e lembraram sua história para os presentes. De forma lúdica, utilizaram cartazes e música para homenageá-la.
Maria Dinorah se tornou madrinha e apoiadora da biblioteca infantil desde a sua inauguração, em 9 de novembro de 1985. Ela morreu em dezembro do ano passado, e o lugar ganhou seu nome, oficialmente, em fevereiro deste ano.
Foto: TGD Filmes, Divulgação |
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Uma das primeiras residências da Rua Marquês do Pombal será um centro cinematográfico. A Casa Boni, no número 1.111, abrigará o Instituto Naum Turquenitch de Cinema e Cultura.
Aprovado pelo governo federal, o projeto quer unir o patrimônio histórico do bairro ao lazer e à cultura, tudo em apenas um lugar. No espaço, desenvolvido pelo GAD Design, é valorizada a arquitetura da casa, criando um contraste com a tecnologia de ponta instalada.
O instituto oferecerá cursos de formação em cinema, sala para exibição de filmes, cafeteria e espaço lounge. Idealizado por Beto Tuquenitch, diretor da TGD Filmes, o lançamento será hoje à noite, com o anúncio do curso de Produção Executiva de Cinema e TV da Decision, vinculada à Fundação Getúlio Vargas e com início em março de 2009.
O instituto promoverá filmes de arte e incentivará ações que propiciem o acesso popular ao cinema. Os filmes serão exibidos na futura sala de cinema, preservando a lareira e as colunas originais. Outras empresas poderão fazer parcerias com o local por meio da Lei Rouanet, colaborando com a idéia de um ambiente voltado permanentemente ao debate e ao estudo da sétima arte.
O Parcão festejou seu dia em grande estilo. Atendendo ao "desejo comum" estava "mais verde, mais florido e cheio de gente bonita". Não era preciso fazer esforço para sentir o clima de festa.
Por todo lado alguma atividade diferente: bolo de aniversário, yoga, dança, teatro educativo, balões, mostra de fotografia, oficina na Biblioteca Ecológica Infantil, com poema, livros e arte, além de outros programas especialmente preparados para a festa dos 36 anos.
E para ficar na lembrança, uma frase inspiradora na camiseta de quem transmitiu poemas e alegria: "Se é possível o Poema é possível a Vida!"
Parcão, mais uma vez, parabéns!

Foto: Emílio Pedroso |
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Quarenta quilos de bolo foram oferecidos aos freqüentadores o Parcão na manhã de hoje. Por volta das 11h, quem já se exercitava pelas pistas do parque, aproveitando a temperatura que se aproximava dos 25ºC, parou para cantar Parabéns a Você. Em menos de uma hora, 400 fatias do bolo já haviam sido distribuídas na fila que começou a se formar no meio da manhã.
- Quantos anos? - pergunta um senhor à administradora do parque, Gisalma Puggina.
- Trinta e seis, eu e o parque - brinca.
- Também é a minha idade - devolve o vovô, sorrindo.
- Hoje todos estamos fazendo 36 - completa Gisa.
As cerca de 700 fatias foram suficientes para o público da manhã e início da tarde, e até sobrou bolo para quem estava alheio a toda a festa. Um vira-lata, conhecido dos usuários, também saboreou o doce em um prato que foi parar no chão.
Pela manhã, foram realizadas atividades que já fazem parte da agenda do parque, como yoga e dança. À tarde, foi a vez da criançada participar de oficinas na biblioteca da área verde.
Entre uma mordida e outra na guloseima, usuários de todas regiões da cidade se declaravam ao parque. Para o aniversariante, um desejo comum:
- Que o Parcão continue cada vez mais verde, mais florido e cheio de gente bonita - resume o professor de Educação Fisíca e árbitro de futebol Vilson Bagatini.
Nesta semana, o ZH Moinhos resolveu homenagear os 36 anos do Parcão, que faz aniversário hoje. Depois de incumbir os blogueiros de enviarem posts sobre o Parque Moinhos de Vento, também anunciou aos leitores do blog a procura de um perfil de quem tivesse nascido na época de inauguração do parque e passado a infância na região, convidando-os para o envio de fotos ou texto falando sobre uma história e contando sua relação com o parque. Atenta a tudo isso, coincidentemente, tive contato com um leitor que não nasceu junto com o Parcão, mas cresceu e passou a infância e adolescência, tendo o parque como jardim de sua casa. Ele inclusive já havia escrito para a seção "Eu e meu bairro" do caderno ZH Moinhos, com o título "No Moinhos há uma vida inteira, por Mariano Christini", em fevereiro deste ano. Adivinhem como ele iniciou seu texto? "Tive o privilégio de nascer, crescer e viver no Moinhos de Vento. Desde a infância até hoje, freqüento o Parcão, que é o lugar no coração do bairro do qual tenho as mais carinhosas lembranças". Disse, ainda, que faziam "pegas" de bicicleta na quadra do edifício na Dr. Timóteo e o "Beco" da Poty Medeiros, que na época era uma rua sem saída. As fotos que ele envia são da frente de seu prédio, que como disse tem o Parcão como jardim. A primeira é na Rua Poty Medeiros, em 1979, com um ano de idade, e seu irmão Rodrigo, esse sim, nasceu um antes da inauguração do Parque (acima). A segunda foto, 1985/86, na frente de seu prédio, provavelmente após algum "pega" de bicicleta (ao lado). Constatei que seus amigos de infância e moradores do prédio fizeram até uma comunidade no Orkut para relembrarem os bons tempos. Aliás, o referido prédio tem o nome de Palácio do Parque. Ou seria o Parcão, para eles, o Parque do Palácio?

Texto enviado por Maria Ângela Camini
"Quem não gosta de passar uma tarde de sol no Parcão? Correr e caminhar no seu entorno, comer algodão doce da tia que vendia sacolé na porta das escolas, assistir um joguinho de futebol do outro lado do parque cruzando pela passarela e por que não ver de perto o moinho afinal ele deu nome ao Parcão e presenciar a solidariedade das pessoas quando uma campanha para recolher brinquedos forma metros e metros de sacolinhas com a doação.
Este é o Parcão que eu conheço e gosto, que vi nascer e duas das fotos que mais gosto foram tiradas por meu sobrinho Rafael Coelho Camini em um dos passeios. A antiga árvore do lago e o nosso velho e lindo moinho. Até em um dia de inverno e sem sol ele nos proprociona belas imagens
Que possamos desfrutar por muitos anos ainda desta beleza."
A equipe dos cadernos de bairros de ZH e o conselho de blogueiros do ZH Moinhos escrevem sobre os bairros Moinhos de Vento, Auxiliadora, Rio Branco, Floresta e Independência, de Porto Alegre.
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