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Dorival Caymmi, a quem tive oportunidade de entrevistar há 15 anos e de homenagear com um texto no último domingo, foi uma das maiores influências de Tom Jobim, Vinicius de Moraes, João Gilberto e de muita gente boa. Deixou três filhos talentosos e uma obra pequena no tamanho e gigantesca no alcance. Dentre tantas, destaco cinco:
1. Dois de Fevereiro
2. Marina
3. Sábado em Copacabana
4. Só Louco
5. Modinha para Gabriela
E você, quais cinco escolheria?
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Na semana passada, os dois principais jornais de São Paulo fizeram cadernos dedicados à Bossa Nova. Num deles, algumas figuras ilustres eram convidadas a dizer quais as cinco maiores músicas da BN.
Como acho o espectro muito amplo, decidi citar as minhas cinco principais de Tom Jobim:
1. Chovendo na Roseira
2. Anos Dourados
3. Two Kites
4. Demais
5. Wave
Quais seriam as cinco que você indicaria?
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Coloco aquela série sobre elefantes - do tipo como colocar cinco elefantes num fusca - entre o que há de melhor no humor mundial. Este blog levou a coisa a sério e criou situações geniais e repletas de nonsense, como a da foto aí ao lado.
Peço licença aos seriados antigos para exaltar o melhor dos seriados ainda em exibição: Law & Order SVU. O episódio de número 200, apresentado na última terça-feira e com Robin Williams como convidado especial estava simplesmente duca. E o final ainda deixa a dica de que o ator poderá voltar.
Sem falar que tem a maravilhosa Mariska Hargitay.
Embora não exista termo de comparação, os seriados velhos são muito melhores, é claro, aceitei o desafio proposto pela Camila Saccomori, titular do Fora de Série, e durante cinco minutos debatemos sobre isso.
Assista ao debate e deixe a sua opinião. O que é melhor? Seriado velho ou seriado novo? E qual o melhor seriado velho?
Criado por Mel Brooks na metade dos anos 60 – agora nas telas dos cinemas com Steve Carell – Agente 86 ganha, no Brasil, uma versão em DVD. Está sendo lançada uma caixa com cinco DVDs trazendo todos os 30 episódios da primeira temporada, incluindo o episódio-piloto: A Nau dos Espiões (Ship of Spies).
A onda mórbida que assola o planeta está fazendo com que o boneco do personagem Coringa, vilão interpretado por Heath Ledger no filme Batman - O Cavaleiro das Trevas, bata recordes de vendas.
Ledger morreu em 22 de janeiro, aos 28 anos. Antes de Ledger, Jack Nicholson viveu o vilão da série.
E no clássico seriado de TV, Coringa era interpretado por Cesar Romero.
Em três décadas acompanhando futebol, não tenho memória de tantos gols numa só partida. Viva o Inter!
Nos obituários sobre o crítico de cinema Tuio Becker, quase todos lembraram a vasta cultura, a memória prodigiosa, a paixão pelo cinema e a capacidade de escrever sobre quase qualquer tema cultural. Todos esses aspectos também me lembram o Tuio, colega que conheci muito antes de eu pensar em fazer jornalismo - quando ele ainda trabalhava com os meus pais na Caldas Júnior - e com quem tive o prazer de conviver em duas redações: a do Correio do Povo e a de Zero Hora. Mas uma paixão tardia na vida do Tuio e constante na minha nos uniu ainda mais por algum tempo.
Quando preparava minha monografia, no final do anos 80 - e que teve nele uma figura fundamental - nossos encontros eram nos bancos da Redenção, ponto próximo ao local em que cada um de nós morava. Aproveitava esse encontro para levar meu cão para passear e acredito ter tido uma pequena responsabilidade em despertar nele o amor pelos cachorros, concretizado, pouco tempo depois, quando ele pegou seu primeiro bicho de estimação.
Obrigado, Tuio, por sua amizade e por ter dividido mais essa alegria comigo.
Reproduzo mais um dos questionários Babel, que durante o ano de 2004 publiquei no caderno Cultura a partir de entrevistas com vários escritores. O destaque dessa vez é a minha amiga Claudia Tajes. Será que o gosto literário dela mudou muito nos últimos quatro anos?
1. Qual o seu livro inesquecível?
A História Universal da Infâmia, de Jorge Luis Borges, que meu pai me dizia ser o tratado definitivo sobre o caráter do homem. Quando li, concordei com ele.
2. Qual seu trecho inesquecível?
Dois trechos de Os Miseráveis, de Victor Hugo: quando a heroína, que já havia vendido o corpo e os longos e admirados cabelos para sobreviver, é obrigada a vender também os dentes, e o suicídio poético de Gilliat. Trechos trágicos, mas inesquecíveis.
3. Qual o livro que mais o perturbou?
O Apanhador no Campo de Centeio, do Salinger. Na primeira vez em que o li, achei que ele ia salvar a minha vida.
4. Qual o livro que você gostaria de ter escrito?
As Horas, do Michael Cunningham, pela narrativa e pela beleza. E Vésperas, da Adriana Lunardi, pelos mesmos motivos.
5. Qual o personagem que você gostaria de ter criado?
Arturo Bandini, de Pergunte ao Pó, Sonhos de Bunker Hill e Espere a Primavera, Bandini, todos do John Fante.
6. Qual o maior livro da literatura brasileira?
Dois que eu li por obrigação no colégio e, mesmo nessa condição adversa, gostei para sempre: Dom Casmurro e Grande Sertão:Veredas.
7. Qual o maior escritor da literatura brasileira?
Por terem vencido o trauma da leitura obrigatória no colégio, Machado de Assis, João Guimarães Rosa e Erico Verissimo.
8. Qual o livro que você mais relê?
O Apanhador no Campo de Centeio, de Salinger. Para ver se, passados tantos anos, ele ainda salva a minha vida.
9. Qual o livro mais superestimado que você conhece?
O Senhor dos Anéis. Possivelmente seja uma heresia dizer isso, mas não consegui superar tantas páginas com toda aquela overdose de fantasia.
10. Qual o livro mais subestimado que você conhece?
Os livros do John Updike, principalmente os da série Bech. Toda a doença da sociedade americana está lá, mas quase ninguém concordou comigo, quanto eu sugeri isso.
11. Qual livro merece ser adaptado para o cinema?
Notícia de um Seqüestro, de Gabriel García Márquez. O livro é uma reportagem-romanceada com muito mais ação, suspense e drama que muito filme por aí.
12. Qual livro foi adaptado para o cinema e o resultado foi frustrante?
A última adaptação que eu vi, A Marca Humana, de Philip Roth, que no cinema virou Revelações, com o Anthony Hopkins no papel de Anthony Hopkins.
13. Qual o livro que você daria de presente?
Nove Estórias, do Salinger, porque cada história é melhor que a outra. E olha que são nove.
14. Qual o livro que você gostaria de ganhar?
Carne de Perro, de Pedro Juan Gutierrez, que foi lançado há pouco na Espanha. Mas como nã vou ganhar, já comprei o meu pela internet, e conto os dias para que ele chegue.
15. Qual o livro que você procura e nunca encontrou?
Bodas Bárbaras, de Ian Quefelec. Livro de um autor francês, que tive há muito tempo, emprestei e não voltou mais para casa. E que eu nunca mais achei em lugar nenhum.
16. Qual deve ser o maior mérito de um escritor?
Não escrever para ele mesmo, para mostrar o quanto é erudito ou genial. Escrever para a sua própria vaidade, sim, mas sem esquecer do prazer de quem vai ler.
17. Cite um grande livro de um grande autor.
O Amor nos Tempos do Cólera, de Gabriel García Márquez. História maravilhosa, humana, rica, envolvente, eterna.
18. Cite um grande livro de um autor pouco conhecido.
Um livro que ficou conhecido como um grande filme, de um diretor que não chegou a ser reconhecido como escritor: O Homem que Amava as Mulheres, de François Truffaut.
19. Cite um livro que você esperava gostar e que o decepcionou.
Como ser Legal, do Nicky Hornby. Eram tantas as recomendações que a minha decepção começou lá pela página 15 e me fez abandonar a leitura antes da página 20.
20. Cite um livro do qual você não esperava nada e que o surpreendeu. Buda, de Jorge Luis Borges. Li só porque era do Borges, e quase virei budista.

Por aqui passam os antepassados de muita coisa boa que é feita ainda hoje na TV, na música, na literatura e onde mais existir alguma história a ser lembrada
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